Vertical e Horizontal

E considerando as diagonais.

Posts de Janeiro, 2009

Deus está morto

Publicado por angszam em 24 Janeiro, 2009

“Tá não, cê parou no tempo.”

“Que?”

“Deus estava morto, mas ressuscitou.”

“…”

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Marc Driscoll

Publicado por angszam em 22 Janeiro, 2009

É possível acionar as legendas do vídeo no ícone à esquerda inferior do player.

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O beco

Publicado por angszam em 21 Janeiro, 2009

Outro dia, conversando com um amigo não crente, propus a revisão do conceito de aprimoramento humano. Por exemplo, somos mais livres, mas sob preço da facilitação inconteste de realizar desejos, que assumimos como necessidades e pelos quais somos cada vez mais impelidos a cumpri-los sob a agenda exigente de alguém ou nós mesmos (somos livres?); somos mais conhecedores, mas em troca da multiplicidade de informação leviana (conhecemos algo?).

Nego as utopias tradicionais, pois se elas tivesses sido capazes de trazer efetivas benesses ao ser humano, trariam sem aprimoramento de si mesmas; elas já tiveram sua oportunidade prática. Se necessitaram de aprimoramento, eram prontas utopias defasadas (que muitos, inclusive eu, entenderam que eram possíveis – nos enganamos); não são as mesmas, pois aprimoramento é transformação.

O fim da História? Esta é uma das conceituações no presente pensamento que pede urgente reexame, pois seu reflexo no real mostra exatidão mínima, nula, provavelmente: as ruas estão cheias do ideal? Se tiverem, a própria noção do perfeito tem sido uma escancarada hipocrisia nociva. Os campos plenos de seus frutos e de alegria bucólica? Pra alimentarem uma geração que em parte menor parasita sua maior parte, deficiente da mesma alimentação – e é impossível a menor parte negar isso diante dos fatos.

Voltando ao amigo, o que eu disse é que nós humanos parecemos estar todos nos congregando num beco que pensamos ser evolução humana, e que na verdade só se fica indo de encontro à parede do beco. Estamos dando com o nariz no muro, e nos elogiamos e estimulamos por isso e nisso.

Não se trata de quebrar a parede, explodir o beco, reurbanizar a rua. Trata-se de conversão na estrada da vida (que se pensava longa, e na qual se corre, mas se pode parar), para a tomada de novos rumos. Isso só é possível mediante a alguém conhecedor íntimo da condição humana, mas conhecedor para além da capacidade humana de conhecer. Este é o que conhece as bases do que constitui o humano, por isso pode fazer-se humano, pelo humano suplantar e alcançar o que era impossível a humanidade, e por fim, colocar o humano em estado de profunda intimidade com quem a formou e dá sentido pleno ao que é humanidade. Ele não é uma instituição, e ainda que tentem institucionalizá-lo, isso não se dá pois ele não pode ser instituído.

Tudo o que precisava ser feito já foi feito; está feito, é uma base de duração interminável, de uma vez por todas, disponível a todos, sempre. Se é óbvio que é Jesus Cristo de quem falo, basta você decidir que ele seja sua via de conversão – e ponto de convergência.

Os becos podem continuar no mesmo lugar, mas você identifica e muda de rota – e seu nariz volta ao formato original.

Por ANG

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