Vertical e Horizontal

E considerando as diagonais.

Posts de Agosto, 2009

Social Distortion – I was wrong

Publicado por angszam em 28 Agosto, 2009

When I was young,  I was so full of fear
I hid behind anger,  Held back the tears

It was me against the world, I was sure that I’d win
The world fought back,  Punished me for my sins

I felt so alone, So insecure,
I blamed you instead And made sure I was heard

And they tried to warn me  Of my evil ways
But I couldn’t hear What they had to say
I was wrong, Self destruction’s got me again
I was wrong, I realized now that I was wrong

And I think about my loves,  Well I’ve had a few
I’m sorry that I hurt them,  Did I hurt you too

I took what I wanted, Put my heart on the shelf
How can you love me When you don’t love yourself

It was me against the world, I was sure that I’d win
The world fought back, Punished me for my sins

And they tried to warn me Of my evil ways
But I couldn’t hear  What they had to say
I was wrong, Self destruction’s got me again
I was wrong, I realized now that I was wrong
I was wrong (2x)

I grew up fast, I grew up hard
Something was wrong From the very start

I was fighting everybody, I was fighting everything
But the only one That I hurt was me

I got society’s blood Running down my face
Somebody help me Get outta this place

How could someone’s Bad luck last so long
Until I realized That I was wrong


I was wrong, Self destruction’s got me again
I was wrong, I realized now that I was wrong

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Segure-se quem puder

Publicado por angszam em 17 Agosto, 2009

Quando o homem peca pela primeira vez em meio a existência, como expresso lá em Gênesis, uma das primeiras medidas de contenção é vetar o acesso a árvore da vida; o viver eternamente.

Porque o mal que o homem lança sobre si mesmo mediante os próprios pecados é maior que a vida. Imagine o serial-killer que a polícia nunca apanha, pois sabe os métodos de sempre escapar, vivendo para sempre – a pilha de vítimas só aumentaria; e o senador salafrário, no recôndito palaciano enriquecendo indevidamente às custas do mundo, vorazmente – a pele do mundo seriam os famintos, pestilentos e miseráveis; ou você, que manda seu amado parceiro para o raio que o parta nas horas de fúria – seu amado parceiro agonizaria na morte do próprio afeto, que você feriu seriamente, mas que a ferida faz o ferido muitas vezes matar-se. Há utilidade na morte, até benefício.

A contenção divina é a beleza da morte? Lirismo fútil. Virtude e urgência de quem fez o mundo para em amor andar com ele, mas o mundo não andou (não porque deveria, porque faz muito mais e todo o sentido andar). Então a virtude produz dor ao conter o mal que qualquer mão é capaz de produzir, e a mão depois do mal não quer conter. Vitimar Deus, pessoa que sofre. Não como suas criaturas. Sofre, porque Deus não é uma estátua imutável; seu caráter o é, mas ele é vivo, e se alegra-se, é porque saiu de uma estabilidade, se entristece-se, é porque sofre. E não, o Criador não é só uma trindade de sentimentos – dos quais alguns gostam de dizer que é ira.

Entretanto, Deus abre a fenda na existência em Jesus Cristo. “Negue-se a si mesmo”: para que as mãos não sejam levianas ao produzir o próprio mal; nos seus tendões correm o combustível do motor alma. Na fenda, Deus em meio aos homens sendo homem durante 33 anos, nega-se a si mesmo; e morre. Sem a morte que é maior que a vida. Fracasso; mas o mistério o revoluciona. A morte que Deus morre engole a morte e a vida sem engasgar-se.

Quem antes morrera pela morte de seus próprios dedos, pois não quis conter metacarpos, tem chance de não cortar a mão para evitar infernar-se. Não mais pela contenção de não acessar a vida, mas pela entrada no Reino de Deus (vida, viver), onde se acessa também a vida, onde cada parte do corpo volta a movimentar-se, sem contenção alguma.

Por ANG

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Porque odiar religião

Publicado por angszam em 17 Agosto, 2009

Legendado, mas ao fim há leve desync.

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Do Capítulo 12

Publicado por angszam em 13 Agosto, 2009

capdoze

No Império Romano e, de certo modo, no próprio César, nações divergentes são reunidas, sua autoridade reconcilia antigos inimigos pela Pax Romana. Para Paulo, porém, não é em César, mas em Cristo que toda as coisas são verdadeiramente reconciliadas. E como a Pax Romana é reforçada? Pela ameaça de rápida, terrível e letal tortura na cruz para todo aquele que questionar a supremacia romana – ameaça esta que era ilustrada e confirmada de forma real e dramática à beira de muitas estradas que conduziam às grandes cidades por todo o Império. Em outras palavras, a paz romana podia ser preciosa, mas a um altíssimo custo – muita brutalidade, muito medo, violência e sangue são exigidos para que e mantenha essa paz. (Santo Agostinho, ciente desse alto e sangrento custo, disse que a única diferença entre um imperador e um pirata é a quantidade de navios e armas que cada um possui).

E aqui talvez se encontre o mais surpreendente contraste de todos: a paz do Reino de Deus não vem através de violenta tortura ou da exterminação impiedosa dos amigos do rei; vem antes por meio do sofrimento e da morte do próprio Rei. A Pax Christi não é a paz da conquista, mas antes é a paz da verdadeira reconciliação.  O Rei não alcança a paz pelo derramamento de sangue dos rebeldes, mas – espero que o escândalo e a admiração acerca disso não se percam por serem as palavras tão familiares – derramando o seu próprio sangue.

E qual é o objetivo desse sacrifício de tamanho sofrimento, dessa autodoação a custo de sangue para alcançar a Pax Christi? É uma nova e duradoura reconciliação entre a humanidade e Deus, e entre todos os indivíduos e grupos rompidos que compõem a humanidade. Em outra de suas cartas, Paulo colocou a questão da seguinte forma: “Não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, homem nem mulher, pois todos são um em Cristo Jesus” (ver Gálatas 3:28). Hoje em dia, ele poderia falar do veterano de guerra com aquele que protesta em favor do pacifismo; da neta tatuada e que usa piercing com sua empertigada e bem comportada avó; dos ortodoxos com os católicos e dos pentecostais com os batistas; dos cristãos com os judeus e dos muçulmanos com os hindus; dos tútsis com os hutus, e de ambos com os twas; dos republicanos de direita com os democratas de esquerda; dos crentes com os incrédulos.

O que é esse conjunto de relacionamentos reconciliados senão o Reino de Deus? Paulo trata desse mesmo tema em Efésios 1:9-10 “[Deus] nos revelou o mistério de sua vontade, de acordo com seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, isto é, o de fazer convergirem em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos.” Essa unidade – essa convergência de todas as coisas em Cristo – é mais uma forma de se traduzir o Reino de Deus.

Por Brian D. McLaren, em A mensagem secreta de Jesus – Desvendando a verdade que poderia mudar tudo – Thomas Nelson Brasil, 2006. Tradução de Pedro José Maria Bianco.

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