“Tá não, cê parou no tempo.”
“Que?”
“Deus estava morto, mas ressuscitou.”
“…”
Publicado por angszam em 24 Janeiro, 2009
“Tá não, cê parou no tempo.”
“Que?”
“Deus estava morto, mas ressuscitou.”
“…”
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Publicado por angszam em 22 Janeiro, 2009
É possível acionar as legendas do vídeo no ícone à esquerda inferior do player.
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Publicado por angszam em 21 Janeiro, 2009
Outro dia, conversando com um amigo não crente, propus a revisão do conceito de aprimoramento humano. Por exemplo, somos mais livres, mas sob preço da facilitação inconteste de realizar desejos, que assumimos como necessidades e pelos quais somos cada vez mais impelidos a cumpri-los sob a agenda exigente de alguém ou nós mesmos (somos livres?); somos mais conhecedores, mas em troca da multiplicidade de informação leviana (conhecemos algo?).
Nego as utopias tradicionais, pois se elas tivesses sido capazes de trazer efetivas benesses ao ser humano, trariam sem aprimoramento de si mesmas; elas já tiveram sua oportunidade prática. Se necessitaram de aprimoramento, eram prontas utopias defasadas (que muitos, inclusive eu, entenderam que eram possíveis – nos enganamos); não são as mesmas, pois aprimoramento é transformação.
O fim da História? Esta é uma das conceituações no presente pensamento que pede urgente reexame, pois seu reflexo no real mostra exatidão mínima, nula, provavelmente: as ruas estão cheias do ideal? Se tiverem, a própria noção do perfeito tem sido uma escancarada hipocrisia nociva. Os campos plenos de seus frutos e de alegria bucólica? Pra alimentarem uma geração que em parte menor parasita sua maior parte, deficiente da mesma alimentação – e é impossível a menor parte negar isso diante dos fatos.
Voltando ao amigo, o que eu disse é que nós humanos parecemos estar todos nos congregando num beco que pensamos ser evolução humana, e que na verdade só se fica indo de encontro à parede do beco. Estamos dando com o nariz no muro, e nos elogiamos e estimulamos por isso e nisso.
Não se trata de quebrar a parede, explodir o beco, reurbanizar a rua. Trata-se de conversão na estrada da vida (que se pensava longa, e na qual se corre, mas se pode parar), para a tomada de novos rumos. Isso só é possível mediante a alguém conhecedor íntimo da condição humana, mas conhecedor para além da capacidade humana de conhecer. Este é o que conhece as bases do que constitui o humano, por isso pode fazer-se humano, pelo humano suplantar e alcançar o que era impossível a humanidade, e por fim, colocar o humano em estado de profunda intimidade com quem a formou e dá sentido pleno ao que é humanidade. Ele não é uma instituição, e ainda que tentem institucionalizá-lo, isso não se dá pois ele não pode ser instituído.
Tudo o que precisava ser feito já foi feito; está feito, é uma base de duração interminável, de uma vez por todas, disponível a todos, sempre. Se é óbvio que é Jesus Cristo de quem falo, basta você decidir que ele seja sua via de conversão – e ponto de convergência.
Os becos podem continuar no mesmo lugar, mas você identifica e muda de rota – e seu nariz volta ao formato original.
Por ANG
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Publicado por angszam em 7 Agosto, 2008
Não será o limite de nossa fé que limita nossa visão de Deus, no sentido de Deus ser para nós o tanto que nossa fé diz que o Pai é, e não quem de fato ele é?
Deus não é capaz de nos amar previamente a ponto de não necessitarmos clamar ou fazer esforço para ganhar o favor dele, seja através de louvor, sacríficio, dinheiro, doação ou humano fazer?
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Publicado por angszam em 1 Maio, 2008
O antropólogo Eduardo Viveiros de Castro deu uma valiosa entrevista ao caderno Aliás do jornal O Estado de São Paulo, publicada na edição de domingo, 20 de abril de 2008. Versando sobre o assunto de certo modo desprezado por muitos, o esforço para usurpar terras indígenas em Raposa Serra do Sol – Roraima, por interesses de rizicultores (6, para ser específico) e políticos (dos quais os 90% na região nem sequer são nativos), Viveiros de Castro elucida, expõe equívocos e interesses escusos, sem denuncismo, mas esclarecendo.
Material sem dúvida muito útil para missionários e cristãos ligados à tarefa. Mas não só a estes: Enquanto terra indígena for disputada a tapas jurídicos e corporativistas, ignorando direitos individuais, e o homem de cultura indígena for tratado feito mobília em sua própria casa, a pregação tem obstáculos e a fé corre risco de ser imposta, violando vontades e ficando estéril de Deus. Imposição humana de fé não é coisa cristã; Deus bate à porta, não derruba ela à pontapés.
O agravo da situação viria de que “Os índios não acreditam na idéia de crer, são indiferentes a ela (…)” – viria, caso não houvesse a obra do Espírito no indivíduo ao crer (afinal, antes dessa obra, todo cristão também foi indiferente ao crer). Sem o Espírito a evangelização pode ferir a alma, pode gerar recusa em ouvir, “e como ouvirão, se não há quem pregue?”; a imposição suscita a anulação de quem prega pela ebulição sentimental do ouvinte, seja pelo viés do ultraje/revolta ou da languidez/letargia, e o conseqüente ignorar da anunciação do evangelho.
Certo dispositivo presente na questão de Roraima, interessante a todos os cristãos, não se dá só em meio a tribos e políticas, sempre com os mesmo atores e nos mesmos cenários, só no contexto da evangelização. Se dá também dentro de igrejas e nas relações entre cristãos e outras pessoas: é a imposição aos cristãos pelo homem em meio a um ambiente conturbado; diz-se até que ela vem de Deus, mas pelos seus efeitos e origem isso não se comprova; o Espírito sinaliza, mas o crente olha noutra direção. O ser se dobra a severidade como ela sendo expressão da vontade divina. É a ilusão travestida de fé que é instalada no próximo, e ainda hoje não se leva muito em conta, nem mesmo após os efeitos devastadores terem se dado no indivíduo. Ela não se dá apenas em ambientes neopentecostais ou onde o dogmatismo marcha resoluto, como gostam de pensar muitos. Por outro lado, também existem pessoas e ambientes cristãos livres disso, há que se fazer justiça.
Ao fim da entrevista o antropólogo disse “Enfim, para os indígenas, cada ser é um centro de perspectivas no universo. Se eles fizessem ciência, certamente seria muito diferente da nossa, que de tão inquestionável nos direciona a Deus, ao absoluto, a algo que não podemos refutar, só temos de obedecer.”.
Se a ciência direciona a Deus, não haveria ateísmo em meio científico (embora se afirme que ateísmo não parte de uma crença, mas de uma rejeição dela). Se é pela via do inquestionável que se chega a Deus, então pelo buscar a Deus não se pode encontrá-lo (visto que busca sempre parte de um questionamento interno – Onde está? Como acesso? Há algo mais?); todavia, se verifica o buscar-encontrar. Há imprecisão em dizer que o homem não pode refutar Deus; ele é livre para fazer isso e o faz, a questão é se a refutação logra êxito. Não se é obrigado obedecer a Deus, mas importa mais obedece-lo do que aos homens ou a si mesmo, esse é o entendimento cristão.
Enfim, não é incomum ninguém incorrer no erro que aponta.
Se desejamos ser chamados filhos de Deus, também é coerente sermos pacificadores, além de estarmos em Cristo. Em questões externas, como a de Roraima, ou internas, quando somos quem impõe ou ao aceitarmos imposições no ambiente que se supõe o da fé.
Por ANG
A entrevista: http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup159735,0.htm
Enviado em Artigos | Tagged: Cristianismo, Eduardo Viveiros de Castro, Imposição, Raposa Serra do Sol, Roraima | Deixar um comentário »
Publicado por angszam em 10 Março, 2008
“Meu mais recente esforço de fé não é do tipo intelectual. Eu realmente não faço mais isso. Mais cedo ou mais tarde você simplesmente descobre que há alguns caras que não acreditam em Deus e podem provar que ele não existe e alguns outros caras que acreditam em Deus e podem provar que ele existe – e a esse ponto a discussão já deixou há muito de ser sobre Deus e passou a ser sobre quem é mais inteligente; honestamente, não estou interessado nisso.”
Donald Miller
Autor de “Fé em Deus e pé na tábua”, e “Como os pinguins me ajudaram a entender Deus”, ambos publicados pela Thomas Nelson Brasil.
Donald Miller cresceu em Houston, no Texas. Aos 21 anos, ele saiu de casa e viajou pelos Estados Unidos até seu dinheiro acabar em Portland, Oregon, onde ele mora até hoje. Don é diretor da revista eletrônica The Burnside Writers, que procura apresentar uma alternativa ao que ele chama de “Cristianismo de franquia”. Fundador da The Belmont Foundation, uma associação filantrópica que tem como objetivo criar programas de mentoria para rapazes sem pais. Don também é autor do livro Blue Like Jazz, que esteve presente por várias semanas na lista de livros mais vendidos do jornal The New York Times.
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Publicado por angszam em 9 Março, 2008
“No mundo moderno, pelo contrário, os homens entendem liberdade como o fato do sujeito dispor livremente de sua própria vida e de sua propriedade e liberdade coletiva como o fato de corporações políticas, povos ou estados disporem soberanamente sobre seus próprios interesses. Aqui a liberdade é entendida como o ‘direito de autodeterminação’ do indivíduos ou dos povos. Liberdade aqui é domínio sobre si mesmo”.
“Mas para a fé cristã a verdadeira liberdade não consiste nem na compreensão de uma necessidade cósmica ou histórica, nem no dispor com autonomia sobre si próprio e sobre sua propriedade, mas sim no ser tocado pela energia da vida divina e no ter parte nela. Na confiança no Deus do Êxodo e da Ressurreição o crente experimenta esta força de Deus que liberta e desperta, e dela se torna participante”
Jürgen Moltmann
Moltmann nasceu em 18 de abril de 1926 em Hamburgo. Com dezesseis anos foi convocado pelo exército alemão onde teve, como ele disse, “uma carreira breve e sem glória”. Após seis meses na guerra, foi feito prisioneiro no campo de concentração de Northon-Camp, na Inglaterra. Ali se encontravam também alguns professores de teologia que ministravam lições aos seus companheiros; dentre eles, Jürgen Moltmann. Em 1948 retornou para Alemanha onde deu continuidade nos seus estudos na Universidade de Göttingen até 1952. De 1953 a 1958 exerceu atividades pastorais em Bremen. Foi especialista em História dos Dogmas e Teologia Sistemática. Iniciou sua docência em 1958 passando pela Escola Kirchliche Hochschule de Wuppertal, pela Universidade de Bonn, Universidade de Tübingen, Due University – EUA (no caráter de professor visitante).
Foi um dos fundadores mais notórios da Teologia da Esperança cujo pensamento assemelha-se com as Teologias Feminista, Negra, Política, de Missão e Libertação. Em sua teologia ele aborda a escatologia, onde a esperança tem seu objetivo cumprido não na especulação, mas na praxis em meio a ação política e a revolução. Segundo seu conceito, a esperança cristã é criativa.
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